Crítica | Power Rangers – O filme (2017)

Crítica | Power Rangers - O filme (2017)

Power Rangers é uma das maiores e mais consolidadas franquias já criadas, são 24 anos de série compostos por 20 temporadas e 2 filmes: Power Rangers – O filme (1995) e Turbo – Power Rangers (1997).

O ano é 2017 e os Power Rangers garantem seu retorno aos cinemas com uma cara totalmente diferente. O filme é um reboot, ou seja, reconta a história de Mighty Morphin (1ª temporada) dando uma repaginada total nos personagens e em suas histórias e nos apresenta uma nova mitologia dos heróis, que apesar de nova ainda permanece fiel ao universo de Power Rangers, para o alívio dos fãs mais antigos que até hoje acompanham a série, falo isso por experiência própria porque quase caio da cadeira quando mencionaram o cristal Zeo.

As mudanças começam logo de cara com a vilã do filme Rita Repulsa, que tem sua origem totalmente diferente da conhecida na série de TV. Nos é apresentado que Rita era uma ranger da mesma equipe de Zordon há milhões de anos atrás e que se voltou contra seus aliados em busca de mais poder, e após matar todos os outros rangers é finalmente derrotada por Zordon, que em seu último sacrifício consegue derrotar a ranger verde Rita e esconder as moedas do poder (fonte dos poderes dos rangers) na Terra.

O filme nos leva ao presente e nos apresenta aos cinco novos rangers, que inicialmente não conhecem uns aos outros e são desajustados ou possuem algum passado que mudou suas vidas para pior dentro da escola. Um evento acontece e acaba ligando os cinco jovens e eles encontram as moedas do poder ao mesmo tempo que Rita, que conseguiu sobreviver ao longo dos milhões de anos, dá continuidade aos seus planos de destruir a Terra.

Assim temos os heróis e o grande vilão, mas para que Jason, Billy, Kimberly, Zack e Trini consigam cumprir seus destinos e se tornarem Power Rangers para salvarem o mundo, precisam ser um só como equipe, e é nesse ponto que para muitos o filme perde peso.

A jornada individual de cada um dos cinco é desenvolvida para que aprendam a ser heróis, e isso deixa o filme mais parado do que o esperado. A ação só acontece realmente ao final do filme, quando os rangers finalmente conseguem ser uma equipe, e sob a tutela de Zordon (que no seu último ataque contra Rita teve sua consciência fundida à sua nave e agora tem aquela forma holográfica que todos conhecemos) finalmente se transformam e vão enfrentar Rita Repulsa.

As armaduras usadas pelos rangers são muito bonitas e possuem um design totalmente diferente do conhecido pela série, elas os deixam com uma aparência robusta e poderosa, fazendo uma comparação os novos rangers são como uma versão light do Homem de Ferro. Uma pena é que vemos muito pouco dessas armaduras em ação, já que quase não temos cenas de luta em terra (Será por causa do orçamento limitado?) e partimos direto para o combate com os zords, esses sim são bem explorados em suas individualidades e enchem os olhos de quem assiste enquanto varrem as ruas dos bonecos de massa.

O gran finale fica por conta da luta entre o Megazord e Goldar, que no filme é um monstro criado por Rita para ajudá-la em seu plano. Aqui faço minha crítica pessoal, gostaria de ver um duelo entre os rangers e Rita, um momento mais físico, e ao invés disso temos o megazord arremessando Rita para o espaço após derrotar Goldar.

Alameda dos Anjos foi salva e os cinco adolescentes se tornam a equipe de heróis e amigos que eles deveriam ser, não foi deixada uma ponta direta para uma continuação, que infelizmente ainda não está confirmada, mas uma cena pós-créditos mencionando o famoso personagem Tommy Oliver (Aquele cara que é o ranger verde, branco, vermelho e preto ao longo de várias temporadas) deixa um gostinho de quero mais e muitas teorias sobre o que pode acontecer nesse novo universo dos Power Rangers.

Commentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *