Os 57 anos de Grant Morrison: O deus dos quadrinhos

Os 57 anos de Grant Morrison: O deus dos quadrinhos

Grant Morrison nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1960. Seus primeiros trabalhos foram publicados nas tiras da Gideon Stargrave para a Near Myths em 1978 (quando tinha cerca de 17 anos), um dos primeiros quadrinhos alternativos britânicos. Seu trabalho apareceu em quatro das cinco edições da Near Myths e ele foi devidamente estimulado a criar trabalhos mais cômicos. Isto incluiu o quadrinho semanário Captain Clyde, um super-herói desempregado baseado em Glasgow, pela The Govan Press, um jornal local, além de várias edições da Starblazer da DC Thomson.

Em 87, com as ilustrações de Steve Yeowell, lança o conceito e o herói Zenith na revista inglesa 2000 AD, desconstruindo desde já o gênero dos super heróis. Seu trabalho na revista chama a atenção da DC Comics, editora para a qual ele já vinha enviando algumas propostas que foram ignoradas, e é com a de Homem-Animal que ele é finalmente aceito.

A primeira metade da década de 90 marca realizações como Kid Eternidade, Dan Dare, Flex Mentallo e Bible-John, confirmando as qualidades de Grant como escritor consistente e inovador. O selo Vertigo é inaugurado em 1993, voltado para publicações mais adultas, e é por ele que em 1995 é feito o especial Como Matar Seu Namorado, uma sátira da juventude britânica, que tem repercussões estrondosas, sendo reconhecido como um de seus melhores trabalhos. É nesta parte da década também, que com o especial Sebastian O conhece Frank Quitely, desenhista com quem mais tarde se vincularia fortemente. Além disso, segue até 93 com o periódico da Patrulha do Destino, abusando do experimentalismo (ele próprio teria admitido, anos mais tarde, que para escrever a série se utilizava de ácidos).

Em 1996 um título do mainstream cai em suas mãos quando a DC Comics o resigna para escrever o mensal da Liga da Justiça. Em sua colaboração (do número 1 ao 41), reinventou a equipe com êxito, fazendo com que o título voltasse a ser um dos carros-chefes da editora. O especial DC Um Milhão, que envolvia diversos títulos e personagens, foi outro de seus feitos, em 1998.

DC Comics tem sido o lar mais sagrado de Morrison  e o seu legado será conservado para sempre pelos fãs da editora, pois ele os presenteou com histórias como All- Star: Superman e The Multiversity. Na primeira conhecemos a melhor releitura já feita na história do Superman em 70 ano, já na mini-série Multiversity ele solidificava o pilar no qual vinha sendo construída toda a mitologia da DC Comics na pós-modernidade o conceito de Multiverso.

Falamos sobre a polêmica pergunta

Os fãs de quadrinhos vão se lembrar ainda da velha briga sobre quem é melhor: Moore ou Morrison, não tenho medo de admitir que prefiro o Morrison, acho que a contribuição dele pro mundo dos quadrinhos foi bem melhor que Moore, mas é nossa opinião. E a verdade é que Morrison, ainda que não seja o seu favorito, é um deus dos quadrinhos, confira algumas de suas obras famosas:

OBRAS DE DESTAQUE

NEW X-MEN

Quando alguns acreditaram que Morisson havia acrescentado conceitos frescos e originais durante a sua passagem por New X-Men, muitos ficaram insatisfeitos com a violência exibida na revista e alegavam que os personagens começaram a se comportar fora de suas personalidades. A sensação de serem uma família se tornou obscura e o futuro dos X-Men também. O título tratou dos personagens Ciclope, Wolverine, Jean Grey, Fera, Emma Frost e Xorn. O artista de New X-Men, Frank Quitely redesenhou as roupas da equipe, deixando os uniformes colantes coloridos de lado e partindo para jaquetas de couro mais no estilo dos X-Men do cinema.

Em algumas histórias, Morrison trabalhou com a mutação secundária do Fera mudando sua aparência, e introduziu Emma Frost, a Rainha Branca, como membro do time, criando um romance entre ela e Ciclope. A escola cresceu e recebeu novos alunos, foi nesse período que foi criado o primeiro filme dos mutantes. Uma das muitas controvérsias nas histórias dos New X-Men aconteceu na publicação #115 quando a ilha Genosha foi completamente destruída. Esse foi o auge das histórias de Morrison.

Morrison deu a Quesada o sucesso e a fama que ele queria para o grupo.

BATMAN: ASILO ARKHAM

Batman: Asilo Arkham é um romance gráfico de Batman, escrito por Grant Morrison e ilustrado por Dave McKean, originalmente publicado nos Estados Unidos pela DC Comics em 1989. O subtítulo é retirado do poema “Church Going” de Philip Larkin.O romance gráfico foi a primeira história de Batman escrita por Morrison antes de se tornar um escritor regular em futuros títulos do personagem. Inspirado noutros trabalhos como The Dark Knight Returns, Morrison concebeu a história para ser a sua abordagem pessoal ao personagem, usando muitas referencias simbólicas e desconstruindo muitos dos icónicos vilões de Batman. O enredo segue o vigilante, que foi chamado para tentar dominar um motim que teve lugar no Asilo Arkham, um infame hospital psiquiátrico que aloja os mais perigosos super-vilões de Gotham City. Lá dentro, Batman luta contra muitos da sua duradoura galeria de vilões como o Joker, Two-Face, Scarecrow e Killer Croc; muitos deles tinham mudado desde a última vez que os tinha visto. À medida que a aventura de Batman continua, tornando-se mais profunda, ele acaba por descobrir as origens do Asilo, porque razão foi estabelecido, a história do seu construtor Amadeus Arkham e o mistério psicológico e supernatural que tem atormentado a área.

BATMAN R.I.P.

Atando em suas outras histórias blockbuster de 2008 Crise Final e Batman: A Ressurreição de Ra Al Ghul, o lendário Grant Morrison confronta os leitores com o impensável … a morte de The Dark Knight.
A vida problemática de Bruce Wayne parece girar fora de controle quando sua relação com o misterioso Jezebel Jet se aprofunda. Logo Bruce Wayne cai completamente, tendo aparentemente se tornado vítima de doença mental e abandonando sua identidade de Batman para uma vida nas ruas de Gotham City. Captando a queda de seu maior inimigo, o Clube dos Vilões começa uma série de crimes pelas ruas de Gotham que ameaça trazer a cidade de joelhos.

HOMEM ANIMAL

Homem-Animal (ou Animal-Man, ou ainda A-Man) é um personagem da editora americana DC Comics, criado em 1965. Relegado a um segundo plano nos anos 60 e 70, obteve um inesperado sucesso quando o escritor inglês Grant Morrison o assumiu durante quase dois anos, num arco de história em que o personagem foi modernizado, abordando temas como a extinção dos animais, o terrorismo ecológico e o uso desumano de cobaias em laboratórios. No epílogo dessa série, Morrison e seu personagem ficam frente a frente. Essa foi apenas a surpresa final preparada pelo artista inglês, que já havia feito por exemplo o Homem-Animal encontrar nada menos do que uma versão séria e moribunda do Coiote (aquele da série de desenho animado do Papa-Léguas, nome dado no Brasil para o personagem Road Runner (em inglês) ou Bip-Bip em Portugal). Aventura publicada no Brasil como “O evangelho do coiote“.

Homem-Animal é Buddy Baker, um homem que fora atingido pela explosão de radiação emanada de uma nave extraterrestre, e desde então tem o poder de copiar temporariamente as habilidades dos animais (como o vôo das águias ou a força de um inseto). Usando estes poderes, Baker luta contra o crime como um super-herói fantasiado.

 

Lady Abi

Educadora de Cultura e Cidadania no CPDCE/UFV e Militante no Levante Popular da Juventude, nerd nas horas vagas e as utilizo para fazer maratonas, principalmente de One Piece e O Hobbit/Senhor dos Anéis, amo.

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