Logan – A Fox Realmente Aprendeu a Fazer Filmes

Logan - A Fox Realmente Aprendeu a Fazer Filmes



Na noite de ontem houve a pré-estreia de Logan, a última da aventura de Hugh Jackman na pele do Carcaju. As expectativas para o filme eram ótimas, pois de certa forma seria uma adaptação de um dos clássicos da Marvel, a famosa Velho Logan, uma história com tom de despedida, o que cabia muito bem com a ocasião.

Confesso que fui surpreendido. Surpreendido pela coragem da Fox, que no ano passado já havia feito o segundo melhor filme baseado em quadrinhos do ano de 2016, com Deadpool. Surpreendido pela coragem da Fox de não se render e se vender à fórmulas batidas de sessão da tarde, que já deram o que tinha que dar, com vilões genéricos, personagens sem sal, piadas sem graça e muita porrada fofa. Este parágrafo destina-se única e exclusivamente a agradecer à Fox por ter a coragem de nos dar o melhor Wolverine, ao menos uma última vez.

O filme se passa, como já foi anunciado, em um futuro em que os mutantes estão praticamente erradicados da face do planeta. Vemos um Logan mais velho, mais triste, mais desiludido, esperando apenas a morte do Professor para morrer junto. A atuação de Patrick Stewart é um show à parte, atuação que vale Oscar. O Professor X de 90 anos, com a mente atacada por doenças degenerativas, mas acima de tudo, ainda um pai para Logan. Vemos uma cumplicidade entre os dois em cena que é tocante, era perceptível que eles estavam cientes que entrariam para a história com um filme tão épico.

Hugh Jackman é um holofote ambulante em cena, mas mesmo assim, consegue deixar brilho para o Professor e para a X-23. Suas feições de dor, de tristeza, estavam marcantes. Jackman conseguiu me levar para dentro do personagem, sentir suas emoções, lutar com ele. O australiano definitivamente se tornou o Wolverine, de uma forma que hoje é realmente impossível pensar em alguém como seu substituto.

Notem que no parágrafo acima eu escrevi substituto, pois substituta à altura já é outro caso. As cenas de ação da X-23 são de tirar o fôlego. É mágico ver uma menina de 11 anos com toda a personalidade do Logan pulando e rasgando gargantas. Ela definitivamente veio para ficar.

Sem mais delongas, a Fox realmente aprendeu a fazer filmes que o público principal que essas obras quer ver, os fãs de quadrinhos. Nós gostamos de ver nossos personagens amados bem representados, gostamos de referências, gostamos de fidelidade, seja ela de maneira brutal, sarcástica, sombria ou colorida, queremos que tudo aquilo que passamos anos lendo, vendo e vivendo, esteja representado. Os olhos encheram d’água não somente por conta das cenas tristes e das despedidas que tivemos.

Um detalhe ainda mais enriquecedor é saber que os dois mutantes tiveram lápides anônimas. Mesmo com toda a contribuição de ambos para a humanidade e os mutantes, eles tiveram lápides anônimas. Foram enterrados de maneira simples, para Logan, isso é ainda mais tocante, por conta de ele ser um soldado. E durante as guerras, os solfados não possuem lápides com seus nomes. Assim morrem os heróis.

Logan supera em muito, tudo aquilo que a Marvel Studios já fez. Ou seja, Fox, garanta os direitos de exibição dos mutantes. A Marvel não merece agora fazer lucro com aquilo que ela passou anos chutando e escanteando nos quadrinhos.

Por fim, obrigado Hugh Jackman, por ser eternamente o Wolvie e obrigado Wolverine, por eternizar Hugh Jackman.

Lord Gabriel

Macaé, RJ. 20 anos. Cristão. Professor de Gestão em Empresas. DCnauta. Fã do Arqueiro Verde. Amo ler HQs, assistir filmes e séries, passar um tempo com meu violão e escrever.

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