Especial | Jogos Artísticos

Especial | Jogos Artísticos

Oi eu sou Lipe! Esse é meu primeiro especial aqui no conselho, então quis pegar algumas coisas que eu mais gosto, jogos e diferentes abordagens visuais desse maravilhoso universo, vou apresentar alguns títulos que eu considero os mais criativos visualmente falando dentre todos, não me refiro a gráficos de última geração com efeitos e expressões faciais de primeira e se você ainda não me entendeu, embarque comigo nessa viagem de encher os olhos e coração.

Ah os jogos… essas coisas maravilhosas que nos encantam nos emocionam nos fazem passara até raiva “maldita sejas tu Tubular” (Super Mario World).

Pois bem os jogos são capazes de nos despertar as mais incríveis sensações emoções, nos seus primórdios os jogos tinham a única função de nos divertir e fantasiar, porém isso mudou a cada geração isso foi começando na geração 16 bits com Super Nintendo e Mega Drive, lembro até hoje a “morte” do Zero em Megaman X.

Talvez para muitos a cada salto de geração, nós nos tornamos mais exigentes em relação aos gráficos, no vemos cercados de jogos cada vez mais detalhados e perfeitos, porem uma pequena e valorosa parcela de estúdios e desenvolvedores experimentam não se focar tanto em gráficos e modelos ultrarrealista e nos presenteiam com algumas pérolas divinas, porem em muitos casos ignorados, são os jogos artísticos que presam em entregar uma experiência divertida emotiva e visuais pra lá de belíssimos.

Os jogos artísticos têm um grande espaço entre desenvolvedores independentes ou indies, entretanto grandes estúdios AAA experimentam essas técnicas, vamos dar alguns exemplos belíssimos disponíveis no mercado e alguns títulos interessantes para o futuro que certamente merecem sua atenção!

Magical Quest 3: Starring Mickey and Donald (SNES, GBA)

Quando se trata da geração 16 bits, a Disney em sua parceria com a Capcom simplesmente dominava os jogos de plataforma naquela época, Magical Quest 3 é um dos meus jogos favoritos e no meio de tanto jogo fantástico daquela época foi difícil escolher um, mas esse é meio amor do SNES.

Magical Quest tem uma história simples, os sobrinhos de Donald estão tocando o terror na casa do tio, Donald sempre zangado, briga com as crianças que acabam se escondendo no sótão da casa, lá eles encontram um livro magico que os transportam para aquele mundo magico, a missão de Mickey e Donald é resgatar as crianças.

Essa é a mais pura experiência de animação Disney em um console, tudo se remete aos clássicos desenhos para TV da Disney, inimigos, situações, enredo fantástico e trilha sonora, o jogo apesar de curto e não muito desafiador, não faz feio ou fica devendo, elementos cooperativos famosos nos anos 90 torna a experiência única.

A cada fase o jogador é presenteado com uma roupa magica que o ajuda no decorrer da jornada, uma característica presente na franquia Magical Quest, apesar de ser um jogo cooperativo não é obrigatoriamente jogar com alguém na equipe, mas algumas roupas do Mickey levam uma certa vantagem sobre as de Donald e vice-versa.

Puppeteer (PS3)

Se você ainda possui um PS3 um jogo que você deve jogar é Puppeteer desenvolvido pelo fantástico Studio Japan, apesar de parecer infantil o jogo não lá tão para crianças não.

A historinha do jogo é a seguinte a deusa da lua vive tranquilamente com seus bichinhos em seu palácio, seu favorito é um ursinho porem como deusa da lua possui um tesouro a pedra magica da lua, com ciúmes o ursinho trama um motim contra sua dona para roubar o tesouro e instiga seus amigos a se juntar a ele, durante o sono ele rouba a pedra da lua tomando os poderes da deusa, e aprisionando a poderosa tesoura magica Kalibrus.

Agora com pedra da lua, o ursinho se torna o Rei Urso da Lua, e para manter sempre poderoso ele sequestra crianças malcriadas a cada ciclo da lua e devora suas cabeças e aprisionando suas almas. Uma dessas crianças é Kutaro ao chegar na lua tem sua cabeça devorada porem a bruxa da lua percebe algo diferente em Kutaro e o envia em uma jornada para recuperar a tesoura Kalibrus, em troca ela o enviaria de volta para casa, mas é aí que as coisas se complicam!

Agora você pode estar pensando o que faz esse jogo tão especial? Se você manja dos paranauê o nome Puppeteer pode ser traduzido de diversas formas como fantoches ou marionetes, e é essa qualidade que torna esse um jogo incrível, ao jogar você percebe que o todo o cenário do jogo, é um palco de teatro de marionetes, e sim você se sente mesmo vendo uma peça de marionetes, o abrir e fechar de cortinas, a transição de um palco para o outro, e claro o que é um teatro sem plateia? Todas as ações seguem de reações do público com aplausos, risadas, gritos de surpresa ou medo.

É fantástico ver o desenrolar da narrativa e como você possui dois papeis no jogo o de jogador que é obvio, porem ao mesmo tempo você é um espectador, o grau de imersão nesse mundo é uma das melhores coisas da geração passada.  O jogo é todo dublado e uma dublagem impecável o que torna a experiência melhor ainda.

Rayman Origins (Multiplaforma)

A mascote da Ubisoft é sem dúvida nenhuma Rayman, nascido em 1995 como um jogo de plataforma passando rapidamente para os moldes 3D ele foi um grande sucesso, mas assim como muitas mascotes ícones do final dos 90 até um pouco dos anos 2000, ele foi ficando de lado, e por muito tempo não se ouvia de um jogo propriamente de Rayman.

Mas com a Ubisoft é assim quando menos se espera eles surpreendem, e foi em 2009 que um novo jogo próprio do mesmo, Rayman Origins voltava ao mundo 2.5D com objetos muito bem desenhados em 3D mas que tinha uma essência 2D ao estilo cartoon, cores vivas e personagens desenhados a mão, tudo é tão vivo que o show de cores é de encher os olhos.

Acompanhado uma trama divertida, repleta de extras e desafiadora, liberar todos os lums, personagens e fases secretas do jogo é um desafio e tanto, o jogo possuí modo cooperativo simples e divertido para até 4 pessoas local na mesma tela, resgatando alguns elementos de jogos clássicos. Com uma muita comédia e um gameplay simples e muito preciso, algumas fases nos dão raiva pois o menor erro põe tudo a perder.

Tearaway Unfolded (PS4)

Uma das melhores surpresas que tive esse ano “Tearaway Unfolded” um jogo no mínimo diferente, produzido pelo Media Molecule (Little Big Planet). O que torna esse jogo digno da minha lista? Ele não tem história, quer dizer você precisa criar a história no jogo, pois você é o personagem do jogo e quando digo você é você mesmo! Confuso? Eu sei que é, mas eu vou tentar simplificar, sua missão em Tearaway é entregar uma mensagem, e é muito importante que essa mensagem seja entregue, o jogador precisa ajudar o escolhido Iota nesta árdua tarefa, a trama não gira apenas no mensageiro, mas na dupla que formamos, por isso aqui somos nomeados como o “Você”.

O mundo de Tearaway é totalmente dobrável e versátil em papel, papelão, retalhos e jornal é um visual diferenciado, nós precisamos restaurar esse mundo enquanto entregamos a mensagem, a imaginação é umas das maiores armas do “você” e Iota, o touch do Dualshock 4 serve de mesa de criação, para fazermos diversos objetos que facilitam nossa jornada, então prepare para voltar a ser criança e criar diversas coisas malucas e maravilhosas, é sem dúvida o jogo que mais faz uso de todas funções presentes no controle e isso é fantástico.

O jogo permite fotografar, colorir, dar formas perdidas as coisas e personalizar praticamente todo o mundo de papel e é possível compartilhar isso com outros mensageiros. Tearaway é uma história que vai se escrevendo conforme suas ações, é muito simples, mas ao mesmo tempo é cativante, ao final você se emociona mesmo.

Concluindo!

Bom pessoal existem uma infinidade de jogos que se fosse possível e colocar aqui nessa lista, mas eu passaria a vida escrevendo e esse post não sairia nunca, recomendo procurar esses jogos se for possível e outros como o magnifico Okami, Child of light, Valiant hearts, Limbo, Kirby’s Epic Yarn e os futuros lançamentos Cuphead, The Swords of Dito, Yoshi dentre outros!

Eu sou o Lipe e lembrem se, O PODER É DE VOCÊS!

Lord Lipe

Paulista de 26 aninhos, apaixonado desde que se lembra por games, comecei cedo com Atari foram horas e horas jogando Pitfall e Frostbite, passando para Master System, Super Nintendo, N64, PlayStation 1, PlayStation 2, X360, PlayStation 3, atualmente com um PlayStation 4 e 2DS. Adoro Tolkien e seu universo, animes shonen e claro o Superman!

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