Velozes e Furiosos 8 – Sim. Eles ainda irão ao espaço

Velozes e Furiosos 8 - Sim. Eles ainda irão ao espaço

Assisti a Velozes e Furiosos. Pode parecer surpreendente, que assisti a todos os filmes da franquia, sendo três deles no cinema. As grandes e tensas corridas, as câmeras lentas, os frames, aquela sensação de coisa de rua. Tudo muito ao seu estilo, mas pera lá! Isso é coisa de saudosista. Velozes e Furiosos deixou de ser um filme sobre corridas de rua, para se tornar um filme de ação de níveis super – heroicos, extraordinariamente pastelão, sem nem ligarmos para as atuações.

Para sermos justos, Velozes e Furiosos 8 possui uma única cena de corrida, em um país latino, com o Toretto aparecendo do nada para correr com alguém, o que é bem típico dos filmes da série. E é aí que você desliga seu cérebro e só aceita o que vem à tela. Cenas de ação sem sentido, atuações fracas, roteiro (pra que roteiro?) raso, destruição sem sentido. Eu imagino se isso fosse dirigido pelo Michael Bay, ou fosse para aquele departamento de filmes da Disney.

Os exageros da saga, desta vez foram exagerados demais. The Rock levanta homens como se fossem feitos de papel. Se ele gritasse “Shazam”, possivelmente iriam cair raios do céu. Sobre o míssil, foi somente um ato dentro de todo o filme. Vemos os velhos “truques de mágica” de maneira demasiada, ação sobre a neve e sob a neve. Enfim, ainda chegaremos ao ponto de termos algo espacial sobre a franquia, e isso será totalmente normal e aceitável, pois tornou-se natural, e nós mesmos gostamos de coisas assim também. Gostamos e merecemos nos divertir.

Não estou detonando o filme, pelo contrário. Gostei, e muito. É um filme fiel ao que promete entregar, distrai, te faz refletir também sobre muitas coisas. E o filme, tem algo em peculiar, que vem se tornando o ícone de toda a franquia. Não é mais um filme de corridas, não é somente um filme de ação com uma trama que mistura Missão Impossível com Os Vingadores, tendo um pouco de Velozes e Furiosos, mas sim, um filme sobre a família. Um filme sobre relacionamentos, e até o que estamos dispostos a fazer por ela. Nos ensina o valor de nunca desistir de alguém, e de sempre lembrarmos daqueles que são importantes para nós. Ao final do filme, Dominic Toretto ainda conseguiu encher meus olhos de lágrimas. Velozes e Furiosos ainda irá ao espaço, por ter a capacidade de nos fazer voar.

Lord Gabriel

Macaé, RJ. 20 anos. Cristão. Professor de Gestão em Empresas. DCnauta. Fã do Arqueiro Verde. Amo ler HQs, assistir filmes e séries, passar um tempo com meu violão e escrever.

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