Crítica | O Homem de Aço – O Mais Belo Filme de Heróis

Crítica | O Homem de Aço - O Mais Belo Filme de Heróis

Ao anunciar um novo filme do Azulão, a Warner e Zack Snyder compraram uma briga imensa. Existia a missão de resgatar um ícone que durante certo tempo ficou à deriva, não devido sua importância, mas sua personalidade. Não foi fácil trazer o Superman para o Século XXI.

Toda a imagem do herói estava e ainda está fortemente ligada ao que havia sido feito no filme de 1978 e associada ao Superman do Reeve e já haviam tentado dar continuidade a isso no fraco filme de 2006, a missão agora era trazer um novo Superman e um que se adaptasse a um novo século.

O filme conta com uma cena de abertura ao estilo Snyder. Muita ação, com um visual impecável e consegue contar bem a história de como nosso Escoteiro chegou ao nosso planeta azul. É importante ressaltar que a Krypton do filme é extremamente bela e empolgante, nos fazendo realmente ter vontade de estar lá. Mergulhamos na história de Krypton o suficiente para entender como o planeta chegou a destruição e o fracassado e tardio golpe de estado liderado por Zod (Michael Shannon), bem como as diferenças entre Jor-El (Russel Crowe) e o general.

Temos também a tocante cena em que Jor-El e Lara ( Ayelet Zurer) depositam suas últimas esperanças em seu filho recém-nascido Kal-El enviando o para as estrelas com destino a Terra, todo o legado de Krypton depositado em um bebê. Após a cena do começo, vemos um Clark (Henry Cavill) adulto, já com suas responsabilidades, mas mesmo assim, sendo um bom moço. Vale trazer duas coisas em questão aqui: A maneira com que é trabalhada a ideia do Clark de se esconder do mundo, e sua ótima relação com seus pais.

A Martha (Diane Lane) é um espetáculo em cena, sempre com seu amor materno, e suas frases capazes de reconfortar qualquer coração aflito, como seu filho na escola. Algo que tem sido apontado como grande problema do filme é a interação entre Clark e Jonathan (Kevin Costner), mas que não é de todo problemático, ao contrário de como  o Superman é constantemente retratado nas mídias esse daqui não nasceu pronto e a sua construção é cheia de dúvidas e problemas.

Jonathan não quer ver o filho atuando constantemente como salvador, pois ele teme a reação do mundo com tudo isso, afinal, ainda que ele seja super-poderoso que pai quer que seu filho seja colocado constantemente em risco em um mundo como esse?

Talvez essa superproteção em torno de Clark seja a parte mais realista do filme e que faz com que os fãs mais xiitas tenha tanto ódio por esse filme, mas ela é plausível, o único problema que existe aqui é a forma como Jonathan é sacrificado, acredito que essa tenha sido a pior escolha do roteiro. Mas o Superman do Cavill é totalmente palpável e isso é muito bom.

Uma outra bela cena, é quando o Clark descobre sua identidade, e como toda mãe, ela tem medo, e o abraça forte. Uma outra cena que merece destaque – e que em minha humilde opinião, é a melhor do filme – é a do Primeiro Voo. Essa cena é incrivelmente emblemática. Baseada na bela Grandes Astros – Superman, ela traz a fala de Jor-El, sobre seu filho ser um símbolo de Esperança para a humanidade. Nós não sabíamos, mas ela carregava toda a expectativa sobre Liga da Justiça.

Temos também a participação de Lois Lane (Amy Adams), o clássico interesse amoroso de Clark, no filme ela tem um papel importante, tanto como interesse amoroso quanto jornalista. Isso também tem incomodado muitos fãs, mas gostando ou não Lois sempre foi uma personagem muito importante para as histórias do azulão e no DC Films não tem sido diferente.

O filme também traz ótimas cenas de ação e grandes antagonistas, como a Faora (Antje Traue) e Zod. Dois vilões que ficaram na memória dos fãs da DC. Porém, não é somente de briga que este filme trata. É um belo filme, que nos traz uma sensação de Esperança, que tudo ficará bem, e que principalmente, sempre haverá um herói. A imagem do pequeno Clark com uma toalha vermelha nas costas é de encher os olhos.

 Para finalizar, mais uma vez trago a beleza do filme retratada em sua fotografia, seu roteiro e suas belas cenas. E ninguém mais indicado para iniciar o Universo DC, que seu principal herói. Após anos, podemos dizer: Habemus Superman.

Lord Gabriel

Macaé, RJ. 20 anos. Cristão. Professor de Gestão em Empresas. DCnauta. Fã do Arqueiro Verde. Amo ler HQs, assistir filmes e séries, passar um tempo com meu violão e escrever.

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